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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Conclusões dos últimos 365 dias de uma existência razoavelmente assolapada

Tive uma vez mais, o privilégio de comemorar mais um aniversário. 15 anos + IVA (já sou quase um adolescente com carreira contributiva...)

 Conclusões retiradas deste último ano? Algumas.

- Estou a tornar-me um velho jarreta. Tenho certeza absoluta que serei um daqueles idosos malucos que vai até Ayamonte em contramão comprar caramelos e insuportável ao ponto de destabilizar o normal funcionamento de um qualquer centro de dia algures. Irei passar os meus dias a fazer street racing de cadeira de rodas nos corredores, dedicar-me ao tráfico de smarties que irei alegar aos outros velhos que é aquela cena que o Futre usa para tirar as teias de aranha ao motor de arranque e provavelmente assediar toda e qualquer enfermeira lá do burgo.

- Os anos passam e cada vez mais é um facto que sou do contra. Uns lidam com o receio da calvície, já o meu cabelo cresce como a dívida externa deste país. Metade dos gaiatos da minha idade nem barba têm, já eu se me dá preguiça de dois dias pareço saído de Guantanamo.

- Cada vez mais, aprecio as coisas simples da vida. Um simples whisky de malte, um simples cigarro, um simples Lamborguini Veneno (o carro é giro e é tão modesto quanto eu, que querem...), um simples ticket com a chave certa do Euromilhões... Pouca coisa.

- O meu mau feito tem vindo a crescer exponencialmente de acordo com o avançar da idade. Na infância era giro, na adolescência era minimamente tolerável mas na idade adulta é simplesmente um buraco negro de imprevisibilidade que tende a engolir tudo à sua passagem. Portanto se algum dia a galáxia for engolida por um desses, provavelmente fui eu que acordei do lado errado da cama e ainda não bebi o meu primeiro café do dia.

- Sei que o exercício faz bem mas acho que corri demasiado este ano. Acho que nunca me senti tão próximo de Deus como este ano enquanto corria. Porquê? Porque passava a porra do tempo inteiro a fazer as 3 perguntas fundamentais que atormentam o ser humano há séculos. Para onde vou? Sei lá eu. Olha, vou em frente. De onde vim? Pois, essa era a questão que fazia meia hora depois quando não fazia ponta de um corno de onde estava. Quem sou? Esta era a questão que normalmente colocava quando estava deitado no asfalto, desidratado, com palpitações e a amaldiçoar o dia em que decidi levar uma vida mais saudável.

- Li que me esganei todo este ano. Devo ter colocado em dia a leitura para os próximos 10 anos. Ainda tiro o lugar de moderador literário ao Marcelo Rebelo de Sousa. Só tenho de aprender a falar com aqueles tiques esquisitos que ele tem e continuar com o meu apreço nulo por política.

- Milhares de cápsulas Nespresso consumidas. Já não sou animal de sangue quente nem de sangue frio. Todo eu sou cafeína. No dia que morrer, a Nespresso pode criar um Grand Cru com o meu nome apenas com o conteúdo das minhas veias.

Foi simplesmente mais um ano. Nem mais nem menos que isso.

Fico grato apenas por viver um dia de cada vez (e desfrutar da quantidade absurda de asneiras que cometo on a daily basis) sem grandes preocupações e ter o privilégio de possuir este sentido de humor que agrada a tantos e cria urticária a outros tantos. Aos que gostam, digo apenas que são pessoas de bom gosto. Aos que não gostam, apraz-me dizer que isso um dia passa. Provavelmente quando desenvolverem cabelos no peito ou tiverem uma vida sexual razoavelmente activa. Aí, talvez já consigam entender algumas das piadas (porque envolve algum conhecimento básico de sarcasmo, ironia e humor negro, o que não é para qualquer comum mortal).

Para o ano há mais, se tudo correr bem. Eu pelo menos, tenho planos para infernizar a vida a muito boa gente durante mais umas décadas.

Há palavras que nunca devem ser proferidas. Jamais. Em circunstâncias algumas.

"O rancor e o ódio caminham de mãos dadas. Um destila querosene enquanto o outro cospe fogo. Um alimenta o outro. A fonte de ignição? O amor."

 Gato Pardo

 

O amor é uma coisa maravilhosa.

Nasce, cresce, molda-se, amadurece. E infelizmente, não poucas vezes, definha. Não morre de um instante para o outro mas transforma-se em algo muito mais sombrio.

O ser humano possui a aptidão inata de destruir em segundos aquilo que leva anos a construir. E a arma de destruição maciça de eleição é e será sempre o uso rancoroso da palavra.

Já ostentei com prazer o facto de ser das pessoas mais rancorosas que tive o prazer de conhecer na vida. Digo ostentei, porque à medida que os anos vão passando, fui tomando consciência da imensa perda de tempo e sanidade mental que isso é. Não vale a pena. As palavras proferidas não voltam atrás e os pontos de vista esgrimidos valiam o que valiam naquele dado momento. A opinião das pessoas é o que é. E se damos mais importância ao que as pessoas acham do que sermos fiéis a nós mesmos, estamos a caminhar em direcção ao abismo da auto condescendência. Dispenso. Já vi partir pessoas que me eram fundamentais mas não morri no processo. Saí magoado, mas inteiro.

Tudo isto para dizer que é com enorme pesar que vejo amigos a serem atacados verbalmente por aqueles com quem partilharam um quarto de século das suas vidas. E porquê? Porque onde havia amor, esse mesmo cessou de existir. E tudo o que restou foi mágoa. E essa mágoa rapidamente tornou-se rancor. E daí ao ódio verbal, foi um simples passo. Porquê? Porque um sentiu a absurda necessidade de magoar o outro. Tão simples quanto isso.

Meia dúzia de palavras foram suficientes para abanar significativamente todos os alicerces que definem uma pessoa enquanto ser humano. Foi baixo e foi vil.

É a prova inequívoca que nós (enquanto seres humanos) somos capazes das odes mais gloriosas ao amor com a mesma facilidade com que encarnamos Nero e observamos Roma a explodir em chamas durante dias a fio enquanto tocamos lira.

Bipolaridade elevada ao seu expoente máximo.

Faz-me pensar que Ornatos Violeta acertaram em cheio nas primeiras duas frases daquela célebre música.

"Ouvi dizer que o nosso amor acabou

Mas eu não tive a noção do seu fim..."

Nada justifica trespassar verbalmente o peito de alguém por despeito.

BES vs Lesados do BES. A fome e a vontade de comer.

Ando a adiar este post vai para meses.

Ou porque não tenho paciência ou simplesmente porque não tenho mesmo paciência nenhuma e estou ocupado a beber café enquanto vejo a Maria Helena a impingir a sua panóplia de calhaus coloridos na televisão.

Vamos então falar sobre os lesados do BES.

Ponto um. Poucas coisas me incomodam mais que o sofrimento alheio. E este pessoal anda a sofrer porque lhes arrebanharam o carcanhol de uma vida inteira, enfiaram-no em papel comercial que neste momento vale menos que o papel higiénico do LIDL e agora que a bomba estourou, querem impingir a esta maralha de gente a devolução dos valores em forma de novas aplicações ou produtos de risco ou o raio que os parta.

Ponto dois. No entanto, uma das coisas que mais me incomoda do que o sofrimento alheio, é a estupidez e a ingenuidade universal do ser humano. Desculpem-me o meu ponto de vista mas...neste país da tanga onde anda meio mundo a fecundar o outro meio mundo, há pessoal que assina de letra um documento sem ler devidamente o que raio está a assinar? Ok, ok. O pessoal vai dizer "Epá, tens de ter em atenção que algumas dessas pessoas já têm idade, confiavam nos seus gestores de conta com quem trabalhavam há anos e tomavam-nos por pessoas de confiança". Sério? Ninguém investe um mínimo de 100 mil euros (o valor mínimo de investimento segundo o que soube) sem olhar duas vezes (ou trinta) para o que raio está a fazer. Das duas uma. Ou afinal de contas estamos muito longe de estar em crise como se apregoa ou acreditamos todos no Pai Natal, no Coelhinho da Páscoa e apanhamos todos o comboio e vamos todos ao circo.

Deixem-me dissecar um pouco isto.

Mínimo de 100 mil euros de investimento.

Taxas de juro a 6 meses verdadeiramente absurdas que nenhuma outra instituição bancária conseguia de forma alguma praticar, nem que os pombos andassem a cagar notas de quinhentos à porta das agências.

Pessoal que investiu desde 100 mil euros a um milhão de euros.

E ninguém se deu ao trabalho de ler aquilo que assinou? Ou foi simplesmente a ganância absurda dos juros a palpitar na moina desta gente que os cegou de tal forma que não viram ponta de um corno à frente dos olhos? Porque pelo que sei, ninguém lhes colocou uma calibre 35 encostada à têmpora e os obrigou sob ameaça a assinar porra de documento algum.

As minhas conclusões são relativamente simples.

O BES ludibriou centenas (se não mesmo milhares) de pessoas. Fez crer que a compra de papel comercial da Rioforte era um mero depósito a prazo. E por isso, deve ressarcir os seus clientes (em dinheiro, não produtos duvidosos da treta). No entanto, essas mesmas pessoas foram consumidas pelo verde da ganância extrema. Como se o caso BPN não tivesse servido de aviso (taxas de juro absurdas que nem mesmo Deus no seu perfeito juízo se fosse CEO de uma entidade bancária praticaria...), eis que foi tudo atrás das percentagens, feito carneiros.

Vejo as notícias e vejo os níveis de exaltação das pessoas a subirem exponencialmente. É normal. Não estamos a falar de cinco euros para beber a bica e comprar um maço de cigarros. Estamos a falar de provavelmente mais dinheiro do que aquele que terei no fim da minha vida. Mas não consigo isentar de responsabilidades toda e qualquer uma daquelas pessoas que grita, apedreja e investe contra as forças da autoridade. Simplesmente porque no fim de contas, foram eles que assinaram o documento. O lamentável é que só tenham visto o número à frente do símbolo de % e nada mais. Dava jeito ter lido o que se assinou. Perdia-se a possibilidade (muito efémera) de ganhar uma batelada de dinheiro mas não se perdia o dinheiro pelo qual se trabalhou uma vida inteira.

O BES fez jus às cores que detinha. Ganância.

Gato Pardo vs Testemunhas de Jeová. Já vi isto antes...

Hora de almoço.

Um gajo está descansado a manjar o repasto quando lhe tocam à porta. Dois fulanos. Bem, é domingo... Os gajos do MEO também trabalham ao domingo? Será da Autoridade Tributária? Será que a Polícia Militar descobriu que afinal de contas 6 meses de tropa não chegaram para mim e querem-me enfiar num quartel mais uma meia dúzia de anos? Pior, meus caros. Bem pior.

Testemunhas de Jeová... Eu tinhas duas opções válidas. Ou fingia que não era nada comigo e não abria a porta ou gritava para eles esperarem um pouco enquanto eu acabava de esquartejar um borrego em sacrifício a Satanás. Mas hoje estava a apetecer-me um bom desafio de argumentação religiosa. E contra todo o meu bom senso, abri a porta. Até fui cordial e tudo, vejam bem (o que os domingos fazem a um gajo...).

Eis uma pequena parcela da troca de argumentos de hoje.

- O senhor acredita que existe algo num plano superior?

- Acreditava na TAP, mas desde que aquilo foi privatizado tenho as minhas dúvidas...

- Não era bem esse plano a que nos referíamos...

- Ah...Deus, Jeová, o Todo Poderoso e afins...Isso, né? Epá, a minha relação com ele é como os divórcios de Hollywood. Diferenças irreconciliáveis...

- Ok (já se estava a ver que a conversa ia azedar...). Quem é que o senhor acha que é responsável pelo estado do mundo actual. Deus ou o homem?

- Dou um exemplo prático. Eu não gosto da escrita da Margarida Rebelo Pinto. Portanto, quando se aproximar o dia do Juízo Final, eu vou culpar o editor dela com uma quota parte muito significativa da destruição. A resposta mais prática seria o homem. Mas levando em conta que foi Deus que meteu o homem cá em baixo, digamos que é 50/50. O barbudo deu-nos a bênção do livre arbítrio e nós basicamente lixámos tudo.

- Barbudo?

- Sim. Barba, cabelo comprido, toga à boa maneira romana? Ar de Billy Gibbons dos ZZ Top mas com menos jeito para tocar guitarra? Não me diga que Jeová não tem barba...

(Silêncio extremamente incómodo com troca de olhares do género "a gente não leva nada daqui, pois não?")

- Bem, então se calhar vamos andando. Sabe, nós fazemos duas reuniões por semana. Estaria interessado em assistir a uma delas?

- Hã... (hesitação demasiado óbvia que no fundo significou "Claro que sim. Se tiverem bar aberto, whisky de malte, Cohibas nº 2 e a Sport TV, estou lá caído...")

- Pense nisso. As nossas portas estão sempre abertas (a minha certamente que tão cedo não se volta a abrir).

 

O resultado disto foi um almoço meio frio, uma cerveja meio quente e uma dor de cabeça lixada. Raios parta mais a religião...

Por muito fortes que sejamos, somos tão frágeis como o cristal

O ser humano é uma máquina espantosa. Fantástica, diria.

Temos a capacidade invulgar de sermos fortes perante as adversidades, de aprendizagem, de beber sabedoria todos os dias até ao fim das nossas vidas. Amamos para sempre, sofremos como nunca, choramos só porque sim e sorrimos por nada em especial. Criamos laços com a mesma facilidade com que os destruímos num ápice. É o lado empírico da vida.

O lado físico é que nos teima em trair ocasionalmente.

Um dia somos a pessoa mais saudável ao cimo da terra e no dia seguinte, tudo isso nos é retirado como um tapete que nos é retirado debaixo dos pés. Nada dói tanto na alma como ver aqueles que amamos definharem a passo de corrida para longe de nós e para longe das pessoas que um dia foram.

Ser-se refém de um corpo que já não nos obedece enquanto se permanece lúcido até aos nossos últimos momentos é uma angústia que não consigo sequer conceber.

O ser humano é uma máquina espantosa. Apenas traída pela sua própria imensa fragilidade.

Eu bem que suspeitava que a minha professora da primária não me gramava por alguma razão...

Visto que ontem foi o Dia do Canhoto, fui dar uma volta pela Rua da Curiosidade e pesquisar algumas características inerentes aos esquerdinos.

- 50% dos gatos são canhotos (olha que bela porra de novidade...).

- São mais propensos a tornarem-se alcoólicos e disléxicos (ok, isto não abona nada em favor do meu fígado).

- Somos melhores a lidar com determinados estímulos (podia fazer uma piada sexual sobre isto mas nem me vou dar ao trabalho, é de caras...).

- Canhotos famosos incluem nas suas fileiras Jack, o Estripador e Osama Bin Laden (tudo rapaziada simpática que convidaríamos para uma cervejola) mas também Einstein e Alexandre, o Grande (o Einstein só convidava por causa do cabelo mas o Alexandre não. Não ia suportar a noite toda ouvi-lo falar do porquê da alcunha. Sim, também é uma cena sexual).

- No passado, os canhotos eram todos vistos como pessoas com tendências rebeldes ou criminosos (eu bem queria ser criminoso mas a minha querida mãe tinha algum receio que eu ao invés de rebentar com cofres bancários acabasse por espalhar as minhas entranhas num qualquer guiché de atendimento do Santander Totta).

- Existe uma percentagem de 20% de probabilidade de um canhoto se tornar um génio, seja lá qual for a área (nem que seja como personagem do filme Aladino...)

Portanto, basicamente é o seguinte...
Somos génios do crime com tendências para boa pinga e sexo tântrico.

Dito assim, até nem soa muito mau...

Don't judge. Don't be an asshole.

Ao cruzar-me hoje com este vídeo, relembro-me do porquê de afirmar sempre a mesma coisa.

Eu. Não. Julgo.

Não julgo as pessoas pela sua etnia. Cor de pele. Convicções religiosas. Número de tatuagens ou piercings que possuem. Limitações físicas ou neurológicas. E muito menos pelo passado de cada uma.O que cada pessoa é, apenas diz respeito a ela mesma. O que a tornou naquilo que ela é, apenas ela saberá bem lá no fundo do que se trata. E a cruz que tantos carregam, apenas eles sabem porque o fazem. Como disse (e muito bem) Joe South, walk a mile in my shoes before you abuse, criticize and accuse...Coca Cola como sempre, certeira no seu marketing.

A evolução da criança, versão Gato Pardo

Existe uma ambiguidade de sentimentos quando somos confrontados com fotos nossas de 30 anos atrás.

Um é contentamento. Olha eu que era tão fofinho e inocente, sem mácula de perversão e total desconhecimento do maravilhoso mundo da revista Gina e dos conselhos sexuais da Maria que envolviam cães de raça Labrador e lambidelas das partes íntimas femininas.

O outro é estupefacção. Porra, quem é este gajo? Que penteado é este que parece um bimotor com as asas coladas com cola cisne e folhas de papel vegetal de quinta categoria? E que roupa é esta? Calças de bombazine? Pullover amarelo??? F*********ck!!!!!

Realmente mudamos muito com o passar dos anos. Deixámos de usar a roupa que os pais nos obrigam a usar na infância para simplesmente usar a roupa que os pais nos ordenam usar na pseudo adolescência para depois usar a roupa na qual os obrigámos a gastar uma batelada de cheta na adolescência para depois gastarmos nós uma batelada de cheta em roupa que nos convencemos a nós mesmos que precisamos mas que vai sair do armário duas ou três vezes (right, ladies?).

Olhamos os pais de soslaio quando puxam de um cigarro às escondidas na nossa infância, olhamos com curiosidade para aquele maço esquecido na sala na pré adolescência, fuma-se às escondidas dos pais na adolescência e fumamos que nem umas bestas na idade adulta embora sempre conscientes que podemos parar sempre que quisermos (mas o sacana desse dia nunca chega...).

Olhamos com indiferença para as garrafas de álcool na garrafeira enquanto crianças, curiosidade na pré adolescência, questionamos o porquê da garrafeira estar trancada a cadeado na nossa adolescência e depois passamos uma idade adulta a esconder o álcool de qualidade dos amigos (há garrafas de 50€ que são mal empregues nas goelas de certas pessoas) e a deixar à mercê aquela VAT69 que comprámos para ocasiões e pessoas pouco especiais.

Olhamos com alegria para aqueles desenhos coloridos que os nossos familiares têm na pele enquanto crianças, perguntamos o que raio é aquele peixe colorido que a nossa tia tem no braço direito na pré adolescência, vamos gritar em alto e bom som que vamos fazer uma caveira gigante nas costas só porque sabemos que isso vai causar um colapso cardíaco aos nossos pais na adolescência (e basicamente é isso que fazemos na adolescência, lixar o juízo aos pais) e  quando chegamos a adultos somos os fiéis depositários que uma belíssima forma de arte que até as nossas mães gramam (após terem percebido que aquilo não sai com esfregão de arame).

Lembramo-nos do nosso primeiro beijo na primária, daquela inédita sensação de voar com os pés assentes no chão enquanto crianças, das primeiras pseudo desilusões amorosas e de ver o nosso mundo destruído na pré adolescência, ter a certeza que o amor dói como o caraças na adolescência embora não façamos a mínima ideia do que ele realmente seja e quanto mais adultos nos tornamos, menos percebemos essa coisa do amor.

Portanto, sim. Existe uma ambiguidade de sentimentos gigantesca quando recordamos coisas de 30 anos atrás. E mais me apercebo que era tudo bastante mais fácil. Não me importava de voltar a ser criança. Tirando o penteado e certas roupas. O resto aceito sem grandes problemas.

 

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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